quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Eu sou iluminada(o)?


Você neste momento deve estar perdida(o) se questionando porque ainda não iluminou-se ou ainda não se conhece após ter trilhado tantos caminhos.

Já fez formação de Yoga, pathwork. Participou de workshop de física quântica, Reiki, ficou 2 meses na Índia, fez jejum de 21 dias, começou lendo O Segredo e Todos os livros de Augusto Cury, e Você Pode Curar sua Vida da Louise Hay é seu livro de cabeceira, junto com Autobiografia de um Yogue e pelo menos uns 5 livros do Dalai Lama. No ultimo retiro de Mindfulness você jurou que tinha virado a(o) expert em meditação e agora poderia estar totalmente presente. Sentou-se com Monja Coen e sabe de cor e salteado os livros de Osho. Desejou ser melhor no trabalho também e foi fazer o Leader Trainning, seu coração vibrou com a descoberta do Tantra. Saiu maravilhada(o) com as técnicas de Hoponopono, mas ainda sente raiva daquele chefe que te fez de gata(o) e sapato. Frequentemente consulta-se com 3 psicanalistas, 2 psicólogos, recebe massagem de 3 pessoas diferentes, toma Floral de Bach prescrito pela practitioner recém chegada de Mount Vernon.  Vai nos templos budistas, ajoelha em igreja, entra em mesquita e vai na gira de sábado. É vegan e faz trabalho voluntário em 5 instituições.

Mas...

CALMA!

Respira!

Os caminhos são multiplos, as possibilidades infinitas, mas só existe uma verdade: a SUA.

Auto-conhecimento! AUTO!

O caminho do auto-conhecimento gera auto-responsabilidade, posso escolher mil técnicas, mil filosofias, mil terapias, mil doutrinas, mil workshops, mil religiões, mas ainda assim só um caminho a(o) levará à verdade.

Seu caminho é único, pessoal e intransferível, é de sua responsabilidade.

Toda essa gama de possibilidades são ferramentas poderosíssimas e devem ser consideradas como auxílio no processo. Mas são ferramentas externas e que podem sim ser o ativador do que está dentro, mas elas não podem se tornar muletas da sua felicidade.

É importante encontrar um caminho que te faça bem, mas será que trilhar todos não te levará à exaustão?

Onde está você neste momento? Quam é você? Já se fez essa pergunta? O que você quer realmente para sua vida? Muitas vezes o boom espiritual parece nos trazer respostas prontas, mas a resposta de alguém que escreveu um livro, deu uma palestra, escreveu um texto, não seja a sua resposta.
Ainda por cima, você que já está toda(o) confusa(o), lê um texto de um cara criticando toda sua busca e dizendo que você é uma alienada(o), pronto, está instaurado o caos zen de sua vida!

Você está trilhando um caminho, esse caminho é árduo e dói e certamente ir em busca de algo que acolha sua dor não te faz mal, mas você precisa olhar para a dor, precisa olhar para sua sombra e bater um papo honesto com ela, pois ela tem muito a te ensinar. Muitas vezes é difícil bater esse papo sozinha(o), então busque alguém (ou técnica) que possa intermediar essa preciosa conversa, mas talvez não precisa ter milhares de intermediadores, encontre aquele (ou aquilo) que te faz bem.

Talvez de tanto buscar, desvia-se do caminho, talvez de tanto buscar, não olha para o que está perto (dentro).
Talvez de tanto não acreditar em si, não se ilumina. Talvez de tanto não acreditar em si, nao se espiritualiza.

Eu acredito em você, acredito na Luz que brilha que em você.

Já somos todos iluminados, só precisamos reconhecer e expandir!

Vai com fé, teu caminho é seu!

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Alma Colorida

Até os meus 26... 27 anos talvez, eu era aquela pessoa que dava risadinhas discaradas e fazia comentários com quem estivesse ao meu lado sobre pessoas "diferentes", aquelas com cabelos estranhos e roupas esquisitas, por mais que eu tivesse frequentado ambientes totalmente "livres", como raves, eu ainda achava estranho alguém na rua com um jeitão "diferente".

Hoje eu admiro, claro, me tornei uma dessas pessoas esquisitas.

A gente só sabe o que acontece com o outro quando nos tornamos parte dele. Hoje eu que estou nesta posição de enfrentar olhares tortos, olhares curiosos e olhares debochantes.

Não dá para voltar no tempo, mas queria pegar cada uma das pessoas que já debochei e dar um abraço apertado de perdão.

Sinto muito que as pessoas se choquem com a vida, com a autenticidade, com a liberdade, com o "diferente".
Sinto muito que o mundo monocromático seja bem aceito.
Sinto muito que as vivências pessoais ainda tenham que transpor barreiras de preconceito, tabus , mitos e crenças.
Sinto muito que a grande maioria das pessoas se permitam ser comandadas por estereótipos da mídia e do sistema.
Sinto muito por esse mundo zumbi em que um corpo nu em um museu choca mais que um corpo morto ou moribundo na calçada.
Sinto muito por esse mundo em que um beijo ofende mais que um tapa.
Sinto muito por esse mundo onde a guerra dá mais Ibope que a paz.

Sinto muito pela falta de cor na alma das pessoas.

Mas tem almas coloridas, os encontros com elas são alucinantes, perfeitos e fazem com que o tempo pare! Sou grata por esses encontros, alguns de poucos segundos, alguns de uma vida!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Não Monogamia - Nem tudo são flores

Não Monogamia - Nem tudo são flores

Você tem aquele casal de amigos que acha super descolado porque são Não Monogâmicos, tem aquela amiga super espírito livre que é poliamorista e semana passada descubriu que aquela atriz super famosa tem relacionamento aberto com o namorado dela. WOW, que legal esse povo super pra frente, deve ser tão bom isso, eu queria ser assim, ei amor, vamos tentar?

Calma, nem tudo são flores, nem amores, tem espinhos e dores.



Vou usar o termo NM (Não monogâmico) durante o texto, pois se vocês pesquisarem, poliamor é diferente de relacionamento aberto, que é diferente de realcionamento livre, que é diferente, etc, etc, etc... rótulos, rótulos e rótulos.

A NM é mais antiga do que imaginamos, mais antiga do que o casamento, mais antiga de quem nasceu há dez mil anos, portanto, era comum, mas hoje em dia o comum tem que ser provado que é comum e o duvidoso não precisa provar nada. Como algo comum e antigo, a NM deveria então ser fácil e aceita.
Atualmente, resgatar comportamentos, costumes, etc, que eram "normais"dão mais trabalho do que ficar na inércia daquilo que não é natural, pois o não natural anda sendo bem mais aceito pela sociedade.

Como todos os processos de resgate, adentrar em um relacionamento NM quando você cresceu acreditando em "até que a morte os separe" pode ser muito penoso e requer talvez um processo terapêutico, pois ele está atrelado à quebra de paradigmas, tabus, preconceitos e crenças limitantes que estão encouraçadas na nossa alma e remover estas couraças é um processo delicado e que implica um olhar muito acolhedor dessa pessoa que está contraída de baixo das cascas.

Se tornar NM é se descobrir como um casal, é se reconhecer e se perceber novamente. É talvez experimentar o ciúmes de verdade. É se abrir para a paixão e com ela, as decepções. Ser NM é enfrentar novamente a rejeição, levar um fora, ficar na ansiedade se ela vai responder a mensagem, se ele vai ligar.

Se for casado e tiver filhos, complicou mais ainda, pois agora tem toda a questão de lidar com a divisão do tempo e se atentar para não se perder em uma nova relação.

Se tornar NM é enfrentar preconceito, chacota e difamação.

Se tornar NM sem uma rede de contatos, pode ser mais difícil ainda, pois ninguém irá te compreender, mas caso compreenda, não terá base para dar bons conselhos ou auxiliar com alguma experiência.

Mas... Mas, claro que tem o mas. Tem flores sim!

Será a oportunidade de conhecer o seu parceiro ou parceira de uma outra forma. De se apaixonar novamente, experimentar novas pessoas, novos olhares, novas formas de se relacionar. Poderá despertar entre o casal algo adormecido, até mesmo apaixonar-se novamente pela mesma pessoa.

Se tornar NM é um caminho lindo para a liberdade, cumplicidade, parceria, confiança, autonomia e plenitude.

Temos visto muitos textos condenando a não monogamia, mas é importante enfatizar que ela nada tem a ver com poligamia ou traição, pois a não monogamia é consentida por todas as partes envolvidas e costuma ter muito diálogo e esclarecimentos. Existe uma grande preocupação com a responsabilidade afetiva para com todas as partes envolvidas, vocês já haviam ouvido esse termo? Pois bem, existe clareza, verdade e objetividade, que andam tão em falta nos relacionamentos monogâmicos.

Então, se está pensando em embarcar nessa, encontre algum grupo que possa conversar, uma amiga, amigo, converse muito com seu parceiro (a).

Tem muita gente boa NM, tem muita família linda NM, mas por conta da sociedade opressora, ainda não expõem a real situação, pois os juízes estão de plantão 24 horas.

Se você escolheu (ou acredita que escolheu) a monogamia, ótimo, seja fiel a sua escolha e à pessoa que escolheu para viver para sempre, em todos os sentidos! Meu objetivo não é "converter" ninguém, mas sim apenas ganhar visibilidade e poder andar por aí de mão dada com tantas pessoas eu quiser, sem julgamentos, nem pelas pessoas e nem por religiões.

Por Egle Prema Shunyatta
Terapeuta Corporal e Doula

sexta-feira, 24 de março de 2017

Felicidade Genuina

A felicidade é uma condição interna, isto a torna genuína. A felicidade genuína não está no material, na saúde, nos relacionamentos, no ambiente. A felicidade genuína está dentro de cada um.

A felicidade genuína é alcançada por aqueles que despertam para a sua potencialidade, para a beleza de ser quem é.

Uma pessoa genuinamente feliz se regozija com a felicidade alheia e se compadece com a dor alheia.

Ser genuinamente feliz é ser genuíno em todos os sentimentos. Uma pessoa genuinamente feliz também se permite ser genuinamente triste, genuinamente magoada, genuinamente zangada, etc. Mas a pessoa genuinamente feliz não deixa com que os sentimentos opostos à felicidade lhe tomem a felicidade, ela vive cada sentimento de acordo com o momento, ela se permite. Uma pessoa genuinamente feliz vive o agora.

A pessoa genuinamente feliz se compadece coma as situações de tristeza no mundo, mas não se permite abalar e decair com esses sentimentos, pois ela sabe que entrar na onda da tristeza só potencializa a tristeza e a impede de ter uma mente clara para poder ser um pilar de auxilio nos momentos que sejam necessários.

A pessoa genuinamente feliz chora, dói, sangra, mas possui uma ferramenta de auto cura, chamada felicidade genuína. Ela cresce com suas dores, as tornam em lições importantes para sua vida.

A pessoa genuinamente feliz não tem medo de ser feliz ou deixar resplandecer que é feliz. Ela não sente que precisa esconder sua felicidade e não teme inveja e ignorância.

A felicidade genuína está dentro de todos, é um presente que foi dado há eons quando todos os seres originais foram criados. A felicidade genuína é a fagulha que nos conecta com o que há de mais poderoso e pleno, nossa Divindade!

Despertar a felicidade genuína é um trabalho de olhar para si, se observar e identificar atitudes e pensamentos que estejam distanciando desta condição, é uma verdadeira lição individual e de auto-conhecimento.

Confie no seu Ser genuinamente feliz, pois ele lhe levará a caminhos de abundância, solidariedade e harmonia.

Seja feliz! Genuinamente Feliz, são meus desejos para o seu AGORA!

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

EXPECTATIVAS

Nunca é tarde para aprender, estamos em constante aprendizado. Sempre soube que expectativa pode gerar frustração.
Este meu ciclo lunar, meu encontro com a minha anciã está sendo tão profundo que está me fazendo desapegar de algumas emoções e sentimentos.
Gosto de viver no AGORA, o PRESENTE! Viver o AGORA não combina com expectativa. De repente me vi imersa em um profundo mar de expectativas vazias, deixando de estar presente. Minha anciã clareou este aspecto (para quem não entende porque estou mencionando sobre a anciã, pesquise sobre os 4 arquétipos das Deusas, vai dar resultado rapidinho no google).
Propor-se a viver uma vida sem expectativas não significa não sonhar ou planejar, aliás, são coisas bem diferentes, porém uma linha muito tênue as dividem, por isso se confudem facilmente.
Sonhar e planejar são extremamente necessários para se concretizar coisas no AGORA, mas a expectativa pode gerar frustração no desenrolar desses sonhos e planos.
A expectativa pode ser gerada por relacionamentos, projetos, sonhos, pessoas, amores, paixões, empregos, promessas, etc, etc, etc e precisamos estar atentos também quando a expectativa nos é ofertada como um lindo presente embrulhado com laços reluzentes, não sinta-se mal em não usar este presente, não foi dado com má intenção.

A expectativa nos desconecta do AGORA, projeta nossa mente para algo que nem ainda aconteceu, nos torna cegos e floreia situações que talvez nunca serão reais. Viver uma vida sem expectativas pode ser surpreendente, pois sem expectativas, tudo que acontece é uma novidade.




sexta-feira, 29 de julho de 2016

Liberdade x Maternidade

Liberdade x Maternidade

Nessas andanças terapêuticas, livros de Gayarsa e Roberto Freire, meditações de Osho, descoberta do orgone, percebi que a liberdade é extremamente sedutora e convidativa.
Duas semanas antes de engravidar, pensava em combinar com o marido sobre não ter filhos, viver uma vida viajando, sem contar na escandalosa proposta de um relacionamento respeitoso e livre.

A gravidez trouxe o filho, o filho trouxe uma raiz.
Um dos meus maiores desafios de um terapeuta é ser aquilo que ele prega.
Quando conduzo grupos, insisto que precisamos ser livres. Como vocês podem ver, os terapeutas que mencionei são homens. A grande maioria de terapeutas que veneram a liberdade são homens, sem filhos. Acredito que a forma como eles encaram a liberdade é extremamente necessária, pois essa forma nos instiga, nos deixa curiosos e ávidos por experimentar ser livre.

Mas como fazer com essa liberdade quando somos mães? Filhos tiram nossa liberdade? E o medo de assumir a resposta real.

Que desafio! Ser livre e ser mãe, como equilibrar essas duas máximas tão transformadoras e maravilhosas?

Não, não quero colocar o pai nesse balaio, não é sobre o pai esse texto, embora ele seja o grande companheiro para dividir a responsabilidade e cada um ter um tempo para si, enquanto outro cuida da cria, sem contar que não posso falar e nem sentir por ele.

É sobre EU mãe. Que acordo quando queria dormir, que cozinho quando queria jejuar, que lavo roupas quando queria me despir em alguma cachoeira, que vou ao parquinho quando queria meditar, que deixo de estar ausente para ser companhia, que ouço barulho quando queria silêncio.


É preciso encontrar um ponto de equilíbrio, aqui o ponto de equilíbrio está sendo na forma de relacionar com o marido e de como viver a rotina como mãe.

Ainda busco respostas para algumas perguntas, perguntas que talvez fiquem sem respostas por muito tempo, perguntas que talvez deixem de ser feitas, porque a entrega na maternidade é tão incrível, que aos poucos tudo vai se dissolvendo e resolvendo. Tão pleno que a vontade dessa entrega permanece ao desejar mais filhos, perder ainda mais a liberdade, me dedicar a seres que saem de mim e que não são eu.

Existe algum segredo para ser livre e ser mãe? Talvez escolher ser mãe já seja uma forma de experimentar a liberdade, optar por uma escolha tão desafiadora?

Agora não posso voar sozinha, pois estou ensinando alguém a bater suas próprias asas, para em breve voarmos juntos e então, separados em algum momento! Mas ainda assim, me sinto livre. É um relacionamento tão transcendental que ele não tem fronteiras. A troca de olhares e o amor que transborda entre eu e meu filho é uma experiência de ausência de tempo, sou capaz de atrasar todo o meu dia apenas para ficar olhando nos seus olhos, ouvindo sua doce voz e brincando! Brincar é ser livre, se perder no tempo é ser livre. É muito confuso isso, não é mesmo?

Livre e mãe, livre e enraizada.

Ele pode voar junto, ele está enraizado a mim, mas nossas raízes podem se soltar e caminhar por onde quisermos, mas ele estará comigo, até quando? Até quando ele perceber que pode voar e se libertar.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Ser mulher, nascer e xingar!

Vocês já repararam que a maioria dos xingamentos e palavrões estão associados ou a mãe ou alguma parte do do nosso sistema reprodutor o excretor?
É de se espantar que um dos mais "bonitinhos" seja filho da mãe. Quem já não soltou um "filho da mãe" diante alguma conduta degradável de outra pessoa?

Que mal há em ser filho da mãe? Por que não temos o "filho do pai"? Eu acho que é algo machista e misógino. E a mãe ganha um xingamento, a mãe que pariu, que carregou o filho no ventre, que se entregou para um novo ser, torna-se então comparada a uma "profissional do sexo".

E os xingamentos que se referem à vagina, ao pênis, ao ânus, ao ato sexual, ao sêmen? Partes sagradas do corpo, da vida, que geram vida, ou que eliminam aquilo que não nos serve, mas tornam-se impuros, sujos, nojentos e intocáveis, tornam-se palavrões maquiados com algum apelido.

E por fim, o cocô de cada dia, que ganha inúmeros apelidos, mas que é apenas resultado de tudo o que não coube em nosso corpo, que não pôde ser utilizado e nosso corpo sabiamente elimina.

Não é de surpreender que nem todos gostam de ver mulher parindo, não gostam de falar sobre isso, pois praticamente todo o ato de nascer acabou virando palavrão.

Desde o pênis que entra pela vagina e jorra o sêmen para criar a vida. Desde a vagina por onde o bebê sai. Desde o ânus por onde sai o cocô durante um puxo. Desde o maior e mais puro ato sexual que é parir. Até chegar então na mulher, que serve de portal sagrado para a vida, que dá a Luz! TUDO palavrão, usados para ofender, desprezar, magoar.

E fico aqui a pensar como que o ato tão maravilhoso de união entre homem e mulher, como que o ato tão maravilhoso de nascer, de ser mãe, como que partes sagradas do nosso corpo, tornaram-se xingamentos e palavrões?

Em algum lugar de nossa história o tornar-se mãe e o nascer foram banalizados, ficaram perdidos.